O papel do empreendedorismo feminino na Economia Azul

O mundo vive um momento de transformação. À medida que avançamos para uma era de inovação tecnológica e sustentabilidade, conceitos como economia azul, economia colaborativa e Sociedade 5.0 têm ganhado destaque em discussões globais. Mas, o que acontece quando alinhamos esses temas ao protagonismo feminino? Já adianto, a resposta pode moldar o futuro que queremos construir.

O que é a Economia Azul e por que ela importa?

A economia azul engloba atividades econômicas baseadas nos oceanos, mares e seus recursos. Com potencial para criar empregos, fomentar inovações tecnológicas e proteger ecossistemas marinhos, ela é uma peça-chave no combate às mudanças climáticas e na construção de uma economia sustentável. Essa abordagem está diretamente alinhada aos valores da Sociedade 5.0, que integra tecnologia e bem-estar humano, promovendo soluções que beneficiam tanto a sociedade quanto o planeta.

Apesar da relevância da economia azul, as mulheres ainda são sub-representadas em setores estratégicos como ciência marinha, inovação tecnológica e empreendedorismo sustentável. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, globalmente, apenas 20% das carreiras STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) são ocupadas por mulheres, o que limita a diversidade de perspectivas e soluções. Por outro lado, já existem histórias inspiradoras que provam que isso pode, e deve mudar:

Empreendedorismo feminino no turismo sustentável:

Atualmente, inúmeros projetos conectam comunidades locais ao mercado global, promovendo práticas ambientalmente responsáveis. É o caso da Rota da Liberdade, programa criado pela fundadora Solange Barbosa, que mapeia a diáspora africana na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e promove o turismo étnico e cultural. A iniciativa combina valorização da cultura afro-brasileira com desenvolvimento sustentável, além de engajar as comunidades locais na gestão turística​.

  • Pesquisadoras na biotecnologia marinha: grandes especialistas, como Ana Martins (Portugal) e Carla Oliveira (Brasil), têm se destacado em projetos relacionados à Bioeconomia Azul, criando soluções para a geração de energia renovável e a recuperação de habitats destruídos.
Empreendedorismo feminino na economia azul, promovendo sustentabilidade e inovação.
Essas iniciativas são um exemplo claro de como a inclusão e empoderamento feminino pode transformar a forma como lidamos com recursos naturais e inovação tecnológica | Foto: Reprodução/ Canva

Economia colaborativa

A economia colaborativa — baseada em compartilhamento e uso mais eficiente de recursos — é uma ponte fundamental entre a economia azul e os valores da Sociedade 5.0. Quando somamos isso ao protagonismo feminino, criamos uma estrutura que não só inova, mas também humaniza o impacto econômico. 

Um futuro sustentável e inclusivo depende de todos nós. Empresas, governos e indivíduos podem colaborar para fomentar lideranças femininas e alavancar o potencial transformador da economia azul. E se o próximo grande movimento global de transformação for liderado por uma rede de mulheres conectadas pela economia colaborativa?

Imagine um futuro em que cada iniciativa sustentável não apenas preserve o planeta, mas também amplifique vozes que historicamente ficaram à margem. Estamos prontos para esse futuro? Se sim, ele começa agora, e começa com cada um de nós.